Precisamos de Falar Sobre… o Episódio Musical de Once Upon a Time
| 10 Mai, 2017

Publicidade

Quando foi anunciado um episódio musical de Once Upon a Time eu pensei que a ABC estava louca e que devia ter uma fixação por musicais, recordando-me de Song Beneath the Song, que Grey’s Anatomy nos trouxe, e da série Galavant. A minha primeira reação foi de reservas; já as tinha demonstrado com Grey’s Anatomy também. O musical do drama médico causou-me estranheza da primeira vez, embora tenha acabado por apreciá-lo bastante das vezes seguintes em que o vi, continuando, contudo, a achar que não encaixa particularmente naquele tipo de série. O facto de ter resultado bem deve-se mais aos dotes vocais de alguns dos atores do que a qualquer outra coisa.

No entanto, o caso resultou de forma completamente diferente em OUaT. Apesar de receosa, eu estava expectante e não podia ter previsto que resultasse de forma tão positiva. Foi uma decisão inteligente que os momentos musicais se tivessem passado na Floresta Encantada e noutras partes do mundo dos contos de fadas, nomeadamente em Oz, e não no ‘nosso’ mundo. Porque nos contos de fadas há lugar para todo o tipo de magia, mesmo que a magia assuma a forma de uma canção. Os Charming cantam sobre esperança, sobre amor, enquanto a Rainha Má prega que o amor não tem hipótese.

Josh Dallas não é um cantor brilhante, longe disso. Será de todos no elenco o que se saiu menos bem, mas o mais importante era a história a contar e as capacidades vocais dos intervenientes ficam em segundo plano. Foi mais um momento da vida dos personagens que foi apagado das suas memórias – mais uma tradição de Once Upon a Time – e que só Emma conseguiu ‘recordar’, de alguma forma. Ginnifer Goodwin e Jennifer Morrison também não estiveram mal, mas Colin O’Donoghue e Rebecca Mader, em especial esta última, foram quem mais brilhou, sem dúvida. Mader foi espectacular e ajudou a cimentar Zelena como uma das minhas personagens favoritas. Já Lana Parrilla deu uso ao lado badass e sexy da Rainha Má num estilo virado para o rockeiro que combina com o alter-ego maléfico de Regina e com o seu visual.

No entanto, nem tudo foi cantoria e ainda bem, foi tudo feito com moderação, que normalmente é a chave do sucesso. O verdadeiro evento deste episódio é o casamento entre Emma e Hook. No entanto, sobre este casamento paira uma ameaça chamada Black Fairy, que está decidida a destruir a nossa savior na Batalha Final. No entanto, quando o espírito de OUaT se centra na força do amor, da esperança e do bem, esta fada não tem tarefa fácil e falha redondamente ao tentar que Emma trave a derradeira batalha sozinha. O casamento concretizou-se e um novo obstáculo espera os nossos heróis, mas ao menos irão enfrentar esta provação juntos. Resta saber onde.

Resta também saber se a série será renovada ou não. Jennifer Morrison anunciou a sua saída do elenco e é um pouco difícil imaginar a série sem Emma. No entanto, Lana Parrilla e Robert Carlyle estão perto de chegar a um acordo que assegura a sua permanência, mas ficamos na incerteza até a ABC anunciar a sua decisão, coisa que deverá acontecer lá para o final deste mês. Foi prometida closure para este final de temporada, que talvez acabe por ser o final da série. OUaT já viveu melhores dias, embora também já tenha tido piores, mas com um final digno prometido, sinto-me preparada para dizer adeus. Se se prolongar, podem contar comigo para a nova temporada. Até lá, podem crer que vou recordar este episódio musical com um sorriso.

Publicidade

Populares

calendário estreias série posters abril 2025

dying for sex

Recomendamos

Séries da TV
Este Site Usa Cookies

Este site usa cookies para melhorar a experiência do usuário.Cookies são pequenos arquivos de texto colocados no seu computador pelos sites que consulta. Os sites utilizam cookies para ajudar os usuários a navegar com eficiência e executar certas funções.