Continuamos a trazer curiosidades sobre as tuas séries favoritas e desta vez vamos dar-te a conhecer algumas sobre The Gilded Age:
1. A “Gilded Age” é uma época da história dos Estados Unidos, conhecida por cá como Era Dourada, que abarca o período de 1870 até cerca de 1900. A expressão tem origem no título de um romance de Mark Twain e Charles Dudley Warner, The Gilded Age: A Tale of Today, publicado em 1873, mas só começou a ser utilizada na década de 1920. Trata-se de uma época recheada de contradições em que, apesar do rápido crescimento económico, havia também uma pobreza extrema e desigualdade. Por outro lado, as grandes concentrações de riqueza tornaram-se mais visíveis. Neste período, os sindicatos lutaram pelas semanas de trabalho de 40 horas e foram dados passos pelo sufrágio feminino e pela abolição do trabalho infantil.
2. George Russell, personagem interpretado por Morgan Spector, é baseado em Jay Gould, um banqueiro e empresário ligado à indústria ferroviária. Tal como os Russell, os Gould, como novos-ricos, enfrentaram dificuldades para serem aceites junto da elite nova-iorquina.
3. Inicialmente, Bertha Russell ia ser interpretada por Amanda Peet. No entanto, atrasos nas filmagens resultantes da pandemia de COVID-19 entraram em conflito com o calendário de compromissos de Peet e então tiveram que arranjar outra atriz para o papel, sendo que a escolhida acabaria por ser Carrie Coon. A personagem é fortemente inspirada em Alva Vanderbilt, uma alpinista social que foi casada com dois milionários e se dedicou ao ativismo pelo sufrágio feminino.
4. Spector e Coon são mais velhos que Harry Richardson e Taissa Farmiga, os atores que dão vida aos filhos dos seus personagens, por aproximadamente 14 e 13 anos.
5. O longo hiato nas gravações – que deviam ter começado em março de 2020 – devido à pandemia permitiu um período de reflexão acerca da personagem de Denée Benton, a jovem Peggy Scott. A atriz falou com a equipa criativa da série no sentido de educar a audiência sobre o facto de, na altura, haver pessoas negras que, como Peggy, viviam em comunidades afluentes e com acesso a educação. Benton chamou ainda a atenção para o facto de que Peggy, aspirante a escritora, poderia trabalhar num jornal negro, dado que havia vários e bons na altura. Este debate de ideias levou a mudanças em termos de personagens, mas também das próprias narrativas, até porque, sendo uma série de época, a HBO queria que parecesse autêntica e historicamente correta.
6. A 1.ª temporada conta com vários nomes notáveis da Broadway, entre eles: Audra McDonald (Dorothy Scott, a mãe da Peggy), Nathan Lane (o socialite Ward McAllister), Donna Murphy (Mrs. Astor, baseada numa socialite da época retratada), Kelli O’Hara (Aurora Fane), Linda Emond (Clara Barton, inspirada na enfermeira real que fundou a Cruz Vermelha americana), Katie Finneran (Anne Morris), Bill Irwin (Cornelius Eckhard), Michael Cerveris (Watson, o criado de George), Debra Monk (Armstrong, a criada de Agnes), Patrick Page (Richard Clay, o secretário de George), Celia Keenan-Bolger (Miss Bruce, a governanta dos Russell) e Kristine Nielsen (Mrs. Bauer, a cozinheira dos Van Rhijn). Isto foi possível porque os teatros estiveram encerrados devido à pandemia, o que significa que os atores estavam disponíveis para fazer televisão. Vários deles acabaram por aparecer também na 2.ª temporada da série.